Transporte e Monopólio no Oasisgoiano
Foto: oasisgoiano
Monopólio
Subst.masc. Privilégio legal ou de fato, que possui um indivíduo, uma companhia ou um governo de fabricar ou de vender certas coisas, de explorar certos serviços, de ocupar certos cargos: no Brasil, o Estado possui o monopólio da exploração petrolífera. Comércio abusivo que consiste em um indivíduo ou um grupo tornar-se único possuidor de determinado gênero de mercadorias para, na falta de competidores, poder vendê-lo por preço exorbitante. Posse exclusiva, propriedade de um só. Fig. Pretensão de exclusividade: tem o monopólio da virtude.
Sinônimo de monopólio: cartel, posse e privilégio
"Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é tabu."
-- Mahatma Gandhi
A insatisfação popular quanto ao transporte coletivo é clara e notória, porém, não há como promover uma mudança até que vença o período dado a Taguatur para explorar este serviço sem concorrência. Há décadas, o clamor dos moradores de Santo Antônio é um só - Queremos mais ônibus. Com base dessa informação, os políticos ao longo dos anos pregam essa falsa promessa: Vou trazer uma nova empresa de ônibus. De lá para cá, criou-se o mito de que o governante receberia cifras milionárias para não abrir licitação e a consequente concorrência de empresas no transporte coletivo. Até hoje, parte da população acredita que esta mudança depende da vontade dos políticos, e isso, não é verdade. Essa ligação popular entre Prefeitura e Taguatur ficou tão forte, que nestas eleições ainda há candidatos a prefeito e vereador que por desinformação ou procurando enganar o povo, fazem a tal promessa: se eleito for trarei uma nova empresa de ônibus para cá, pois a concorrência diminuirá o valor da passagem. A concessão da Taguatur para explorar o transporte coletivo no trajeto Santo Antônio/Brasilia/Taguatinga tem sua validade até 2013, não havendo legalmente a possibilidade de que outra empresa venha para o município fazer concorrência com a empresa atual.
Com este texto, redigido pela equipe do CatálogoSAD, um canal de interação e verbalização entre a cidade, mídia e fatos, além da definição exprimida pelo dicionário, abrimos então mais uma análise dentro das tantas temáticas abusivas como o transporte entre estados.
O fato de haver um serviço monopolizado, não assegura nenhuma possibilidade de qualidade. De certo, apenas promove o superfaturamento, que, na maioria das vezes chega a ser um desrespeito desregrado. Além de "sardinhado", este tipo de transporte reflete a dureza da alta tarifa, que, diga-se de passagem, é uma das mais elevadas já vistas. E daí, se goiano eu, moro à sombra de brasília? Nada justifica o monopólio sem a necessidade, sem a interposição de serviço justo e coerente.
Por não haver concorrência direta, o cotidiano do trabalhador se torna bastante saturado e duro. Pois não há como criar anteparos com somente uma empresa privada, e nem soluções diferentes, porque o "pano" fica mantendo a situação numa constante acomodada.
Surgem então os boatos. Dizeres e parlendas verbalizam sobre a relação do poder público local-estadual. Sua espécie de transe, marcando passo e permitindo a exploração. A submissão dos cidadãos que vão se rebelando, e inferem da violência, tomam uso de tal para tentar, olhe bem, tentar criar algum murmúrio.
Atocham, queimam e jogam brasas, mas nada disto traz solução inteligente. Lutar com a cabeça e princípios sociais é o que vinga. Já dizia grandes revolucionários como Che, que disse:
"Não é possível destruir uma opinião com a força, porque isso bloqueia todo o desenvolvimento livre da inteligência."
O ônibus é o passatempo do trabalhador, ele deve servir de intermédio entre a hora em que estamos inúteis e a hora em que vamos realizar algo. Dá até pra arrumar namorado(a), brincar de games, ler obras integrais de autores mestres; comemorar aniversários, criar um invento/ideia. São tantas as possibilidades na hora do "baú". Já que o trânsito só apavora as cidades, apavoremos a falta de criatividade.
Mas sem suporte, sem retorno do próprio valor que investimos em tais, como podemos ao menos pedir uma informação sem ser repreendido? O povo do oasis não é assim, os fazem assim.
Eu, caro leitor do oasisgoiano, assim como você, sou, somos figurantes, até aí, figurantes.
Quem, qual, quais? Quem vai propor mais alguma coisa? Alguma falsa mudança...?
Caros, façam sua escolha.
E o lado bom?
Pensem bem... Ao menos temos um coletivo que, na maioria das vezes, em relação aos demais do entorno do oasis, oferece assentos confortáveis. O único, com cams, que capturam o sorriso dos tripulantes. Ah, e quase me esqueci, um povo alegre, que faz de quase tudo piada e presépio natural, aquela cabeçada que sabe satirizar o cotidiano com pitadas folclóricas e mais do que nunca, risíveis.
Fonte, CatálogoSAD/oasisgoiano
Textos: Dante Ricardo


Nenhum comentário:
Postar um comentário